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Criando Poesia

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Tag » مدونة: "criarpoesia" » Tag: "ali"

FALSAS AMIZADES

11-05-2008 » Pedaços d’amizades, foi o que tive a custo Pela vida fora de tantos à minha volta, Que julgavam qu’ eu era cego ou até à solta Do meu sentimento que sei, ‘inda é augusto! Catrefa de marotos com lisonjas com escolta, Que em fundo da minh’alma causavam susto, Ripostava por delicadeza d’homem justo, Mal sabiam— ignorantes— à [...]

MULHER FORMOSA

09-05-2008 » Hoje na rua certa mulher passou por mim, Com tal formosura que fiquei deveras perplexo, Com tal graça que tive um gesto genuflexo. Bem merecia leitores, nunca vi nada assim! Sua figura feminina pedia, um amplexo Ou outras ideias libidinosas, sem fim Aquilo era flor? Deusa? Vénus? Querubim?... Aquilo era a elegância no máximo reflexo! Parei! Contemplei-a com [...]

VOLTEI À MADRAGOA

30-04-2008 » Actualmente visito frequente Lisboa, Os típicos bairros e todos seus velhos recantos, Hoje, lá fui, pelas ruelas da Madragoa, Onde s’ouvia o fado vadio por todos cantos. Ali havia uma taberna com pinga boa, Junto um bordel no tempo dos momentos ”santos” Gerido por uma Formosíssima rascoa, Que sabia bem do seu “serviço” com seus encantos! A taberna? [...]

MINHAS PENAS

16-04-2008 » X Hoje fui triste ver-o-mar, Levar minhas duras penas, Queria vê-las voar, voar Nas ondas, além serenas! Mas o mar estava revél Ao ver-me ali de bruços, Devolveu-as em tropel Ainda com mais soluços! Mas o mar estava bravo, Dentro da sua ampla lei, Não admite qualquer agravo, Que suje sua limpa grei! Minhas penas dolentes Entoam tristes melopeias, Tornaram-se obedientes, Amigas leais das sereias! Assim, vejo-as [...]

O MELRO DO MEU JARDIM

01-04-2008 » Sinto! Pressinto, está a surgir o arrebol, Ali na hera do jardim o melro canoro, Assobia estridente, anunciar o grato sol, Ou o amoroso abrigo a dizer: eu aqui moro! Já o sinto há anos. Sabe-se lá se é a prol, Pela beleza do jardim não faz aqui namoro?... Tenho sim, cuidado que a persiana não [...]

NOITES INESQUECÍVEIS

01-04-2008 » No meu tempo de jovem…Deus! Como tempo voa— Meu feitiço era, vadiar pelo Bairro Alto, Tabernas! Bordeis! Zorras, mas o ultimo assalto, Era ouvir o fado na “Severa”, então casa boa! Certa noite, eu o Tristão vivemos um sobressalto, N’uma tasca com marujos, e uma bela rascoa, Ouve briga, “bófia” e, se a mente não m’atraiçou-a A [...]

ALEXANDRINA MEU PREITO

28-03-2008 » Alexandrina Florindo, digo-lhe sorrindo Seu poetar é infindo, lindo Merece em Setúbal um PINDO SENHORA: Quando s’escreve, lembramos Bocage, Camões, Bilac! Abreu! Pessoa! ou Sebastião Gama… Mas ali pra Setúbal, hoje há tanta chama, Um nome sonante que merece atenções! A poetisa Alexandrina, não tem essa fama, Entre nós…Eu como poetastro— dou-lhe galardões, Escreve bonito, que faz derreter corações, E [...]

O NAMORO OUTRORA

26-03-2008 » No meu tempo de rapaz tive muitas namoradas, Recordo bem: A Rita! Tânia! Lili!, sei lá quantas Por isto ou por aquilo foram, sim, rejeitadas, Ou por meros enredos ou não as via santas! Era na era, cujos namoros tinham vedadas As saídas ao cinema pelas maternais gargantas, Tudo acabava ali— já via que eram erradas— As [...]

DESCRIÇÃO DO DOIS AMORES

26-03-2008 » …Ou o museu poético de Belverde) AMIGOS: DOIS AMORES é, vivenda rara que descrevo, Situa-se n’uma travessa, de muito sossego, N’um gaveto preciso que lhe dá mais enlevo, Que nos of’rece um desmedido aconchego! Cercada por uma grade artística, que devo Dizer, é obra-prima d’um velho solarego, Que é um encanto, pois dá-lhe mais relevo, Co’as glicínias em aristocrata [...]

SONETO E FLOR…

24-03-2008 » SONETO E FLOR… …Nada mais revelador Que a AMIZADE pra compor Um soneto encantador (JOYCE LIMA) SENHORA: Esta flor não só revela agrado perfeito Como exibe alma poética d’improviso; Só não chegou o perfume não com tanto efeito, Pra um poeta, Senhora, não é, não preciso! Seus adjectivos foram os ovos que aceito Nesta Páscoa, gostosos, com este aviso:-- ---Nelson, uma poetisa [...]

PRAIA INESQUECÍVEL

07-03-2008 » Carcavelos! Ó Carcavelos! Que saudade, D’aquelas tardes d’Agosto, há anos a trás, Quando a praia era febre d’um louco rapaz, Que na onda do mar afogou a mocidade! Era magia? Diversão? Ilusão? Era cartaz, Ver de perto Afrodites naquela idade, Erotismo precoce, natural, imaturidade, Ver um ousado bikini era sonho voraz! Carcavelos, sempre foi praia preferida, Onde passei algumas [...]

VISITA À ALFAMA

04-03-2008 » Quando visito Lisboa meu fim é, Alfama Adoro suas ruas, com seu velho casario, Co’o típico carvoeiro, à porta co’o programa, Ou beber um copo e, ouvir o fado vadio! Ali houve uma casa de fados com fama, Que no meu tempo passei noite e noites a fio, Parei! Olhei! Recuei ao bom tempo que se [...]

O CHORINHO E A MORENA

10-02-2008 » Esta ciranda da Efigénia Coutinho, Veio agitar uma a velhinha lembrança, Aquela jovem d’escultural corpinho, Que saracoteava um mexido chorinho, Que minha mente recordar não se cansa! Reinava grande babaréu n’avenida, Com musica viva agitar a galera, O Chorinho seria o choro da minha vida, Com aquela jovem linda, atrevida, Parecia que estava à minha espera! Troava um Chorinho [...]

DESTINOS

07-02-2008 » Quantas vezes trilhamos,agitados Da vida cotidiana, duros caminhos, Tantos, em busca d’esmolas e carinhos Eu, cansado, procurando agrados! Mas há quem tem, teve, bens dourados Esses devem afagar os pobrezinhos, Pois nasceram destinados a fracos ninhos, São esses os tais humanos, fadados! Andar de porta em porta, a pedir esmola Um naco de pão, um escudo já o consola, É, [...]

DESEJOS DE AMOR GOZADOS

25-01-2008 » (Dedicado muito especial à D.EFIGÉNIA COUTINHO após ler o seu soneto Com o mesmo titulo… Também eu SENHORA tive “Desejos d’Amor” Quentes, insaciáveis no mar da juventude, Que gozei, aqui e ali, isto é, quando pude, Porque a vida nesse tempo era um horror! Depois, d’aventuras e d’um desastre rude, Encontrei a fonte dos meus desejos, sim senhor, Um [...]

POETA COMO POUCOS

18-01-2008 » Ao Euclides Cavaco, o maior poeta da actualidade com AMIZADE Poeta, versátil, popular d’estro fecundo Que pra quem gosta de poesia, não há igual, Euclides Cavaco é astro fora de Portugal, Que divulga o nosso fado em todo mundo! …Onde haja portugueses, ali está, pontual Com seu reportório a tocar bem lá no fundo, Com fados, canções, com [...]

FIM DUMA LENDA

12-01-2008 » AMIGOS: Pronto Acabou o rumo do Aeroporto e… pesadelos Agora vamos ouvir interesses e grande batota… Foi, concordo, “indigesto” lá pró bom povo da OTA, Mas, amigos, tinham que ganhar os” CAMELOS! Enfim, após anos, JAMAIS vota ou não vota, Ao fim ao cabo Alcochete tem mais “pelos”, Freeport! Sporting e, e mais com nababos zelos Venceu quem [...]

CASA ANTIGA

06-01-2008 » Minha casa lá na aldeia é muito antiga, Que tenho zelado, carinhoso, com cuidados, Não por gostar, mas pra honrar antepassados Que com tal zelo, creiam, muito me impertiga!.. Ali, meus primeiros passos foram iniciados, Dum menino irrequieto, até há quem diga Que era um encanto, mas isso é outra cantiga, Talvez, nos olhos de tias e [...]

O VELHO LIVRO

04-01-2008 » (De Júlio Dinis) Eu tenho um livro antigo, muito antigo, Que m’acompanha desde a meninice distante, Volta e meia o desfolho, de trás pra diante, N’ele meu problemático passado investigo! Com notas sublinhadas, aqui e ali constante, Como quisesse gravar frases de tema amigo, S’então, nada percebia de qualquer artigo, Mas era intuição já de atento estudante! Guardo o [...]

O RECHEIO DO DOIS AMORES

03-01-2008 » (1) AMIGOS: Já versejei, em todos os ângulos o DOIS AMORES, Jardim! Quintal! Flores! E, todos painéis d’azulejos, Mas é notável, olvidei seus sóbrios interiores, Que encerra lembranças d’inesquecíveis festejos! Os móveis são d’estilo escolhido pela DOLORES, Que caprichou e, satisfez, todos seus desejos, Tapetes! Bibelôs! Pratos! Salvas são primores, Louças pra todos os eventos ou raros ensejos! Mas o [...]

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