2007-10-06 » DESEJO FINAL.
Quando eu morrer conterrâneos e familiares,
Que forem ao meu enterro, aqui fica expresso,
Entrem já na primeira adega no regresso
P’ra beberem uns copos com vivos cantares!
Tristezas p’ra quê? Já não adiantam pesares
A vida continua ligeira co’o mesmo processo,
Quem fica tem que gozar tudo, eis o que peço
porque eu serei [...]
2007-08-13 » À minha querida Mãe, recordando!
Que aflição, ó minha Mãe, p’ra sempre ausente,
Na cova funda em mortalha leve de renda,
Corpo caro entregue a vermes; visão tremenda,
Não me convenço, Mãe, tua sina devia ser dif’rente!
Após um par de anos tu sempre tão doente,
Deus acabou teu penar, até, quiçá, fosse prenda,
Mas não admiro, [...]