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15-08-2008 » A todos emigrantes espalhados por Esse mundo além. Vejam, sou emigrante há vinte cinco anos, Ou seja, vinte e tantos anos de gigante lida, Que juro, nunca tive, tranquilo, outra vida Senão lutar como mouro a pensar em planos… Prazeres? Foram esquecidos; nós, seres humanos Somos assim, loucos a sonhar co’a falaz subida, Não vimos a armadilha tão [...]
24-07-2008 » Não sofras mais. Recorda o tempo ido Quantas foram as horas d’alegria Tão poucas, vês?...E quanta de agonia Sentindo o coração palpitar…caído! Estilhaça, n’um gesto atrevido A alguma que te prende a nostalgia, Abandona a tua dor à noite fria, E ama a vida. A ventura o sol garrido! A ventura passa breve, até pouco dura E lá se [...]
26-03-2008 » No meu tempo de rapaz tive muitas namoradas, Recordo bem: A Rita! Tânia! Lili!, sei lá quantas Por isto ou por aquilo foram, sim, rejeitadas, Ou por meros enredos ou não as via santas! Era na era, cujos namoros tinham vedadas As saídas ao cinema pelas maternais gargantas, Tudo acabava ali— já via que eram erradas— As [...]
21-02-2008 » (Em Corroios a Euclides Cavaco A imortalizar tão distinto poeta.) AMIGOS: Há por todo país, ruas, praças e monumentos, Com nomes, sagrados Camões! Garrett! Herculano, Bocage! Camilo…todos enfim, em grande plano Que até por vezes lhe dedicam jus, eventos!... Todos, já se foram (É pena!) do mundo parnasiano; Porque não eternar poetas vivos, há tantos talentos?... Euclides Cavaco é [...]
15-02-2008 » A minha vida sempre foi cheia d’enleios, Que deslindar ou guiar teve atropelos, Por vezes com problemas d’arrancar os cabelos, Abanei, ah! Abanei com falta d’esteios! Não foi fácil não, com duvidas e receios, Amigos! Amizades! Amores, os tais novelos, Tudo e todos nunca julguei compreendê-los, Às suas virtudes podia dar-lhe nomes feios! Porém, não foram só estes [...]
25-01-2008 » A natureza fez a mulher como obra-prima, Pr’atrair o homem desde a lenda do Paraíso, A tal maçã, gostosa foi aquilo preciso, Pra quem ainda hoje d’ela s’aproxima! Sua formosura atrai; faz perder o juízo, Quem confia n’ela com demasiada estima, O homem perante a tentação que ela anima Acaba por cair na rede de movediço piso! A [...]
06-01-2008 » Minha casa lá na aldeia é muito antiga, Que tenho zelado, carinhoso, com cuidados, Não por gostar, mas pra honrar antepassados Que com tal zelo, creiam, muito me impertiga!.. Ali, meus primeiros passos foram iniciados, Dum menino irrequieto, até há quem diga Que era um encanto, mas isso é outra cantiga, Talvez, nos olhos de tias e [...]
06-12-2007 » Outro fantasma me cerca nas horas mortas, Quando não durmo m’interroga pertinaz, Com coisas passadas que sempre foram tortas, Este duende d’actula não me deixa em paz! Não tive chance, nem abertas as tais portas, Pra singrar, pra saber como tudo se faz Só me diz:-- Vê lá, meu velho, com te comportas Hoje, presta atenção, já [...]
05-12-2007 » Os meus amigos! Oh! Deus, os meus amigos, Todos mereciam bem parangonas e artigos, Que cada frase fosse punhais ou agulhas, Tartufos espertos de teatro polichinelo, Ilusionistas que do péssimo faziam belo Só lhe posso dar um nome exacto: PULHAS! A adulação d’esses era normal fronha Onde deitavam a cabeça. Deixam peçonha, Não fazem ruído, dormem até tranquilos, Fugir [...]
03-12-2007 » No meu tempo de rapaz tive muitas namoradas, Recordo bem: A Rita! Tânia! Lili!, sei lá quantas Por isto ou por aquilo foram, sim, rejeitadas, Ou por meros enredos ou não as via santas! Era na era, cujos namoros tinham vedadas As saídas ao cinema pelas maternais gargantas, Tudo acabava ali—já via que eram erradas— As algemas”eram [...]
25-11-2007 » Um dia encontrei na minha vida dois amigos, Bem conhecidos, com pergaminhos de má fama; Um era AMIGO, esse tal que assim se chama; Outro o D. DINHEIRO, esse de tantos p’rigos! Ambos me deram um exemplar raro, programa; O DINHEIRO? Esse que prometeu tantos, abrigos, Acabou por fugir, só me deu grandes castigos; Digo mais, pouco [...]
21-11-2007 » Quando a idade pede contas, é um sarilho Co’ o resultado, ao ver erros, enganos no rol, Coisas feitas a toa da mocidade sem controle, Que agora teimam a atacar, assim: Eu t’humilho!... Então pensavas que tinha sempre à mercês sol, Nas tripúdios, conquistas, arrojos com brilho?... Agora, fazes contas tem coragem, meu filho, Aguenta as consequências, [...]
29-09-2007 » Amigos? Tive muito, muitos, sei lá quantos, Nas mais diversas ocasiões, até foram bravos, Talvez por amizade, talvez pelos centavos, Apareciam, não importa, julguei-os, santos! Assim, comecei cedo a vê-los em todos cantos, Eram os primeiros, omnipresentes, escravos, Of’reciam mimos como fosse néctar em favos, Que m’embriagavam com tamanhos encantos! Mas um dia a roda desandou, oh! Sorte [...]
23-08-2007 » (ANOS 1950 ou 1960?) Do seu livro: “Meu sonho encantador” Eis uma quadra: “ Na vida, toda ventura Mil tristezas sempre tem… O vento que traz frescura Traz a poeira também!... Saúdo todos bons poetas, vivos, actuais, A lembrar Bilac! Alves! Casimiro d’Abreu, Que foram e, são ensinados no liceu; Que foram e são da lista dos imortais! Mas [...]
18-08-2007 » Foi preciso tantos anos, Sem resultado sequer Pra desvendar os arcanos, D’alma d’uma mulher! Isto não é, não enganos --Mente quem outra coisa disser— Quem com ela fizer planos, Cai, certo como outro qualquer! Também fui d’esses”anjinhos! Segui, tonto, seus carinhos, Preso com tantos assombros… Mas foram demais os anelos, Não vi, qu’erigia castelos, Que m’enterraram em escombros!
14-08-2007 » A todos emigrantes com AMIZADE A incitar, um dia também o seu regresso À sua terra natal. (1) Só quem foi emigrante é que conhece certo, Todas dificuldades do seu viver estranho, Sempre entregue à visão:”este ano ganho Pra pagar a divida que ficou em aberto”… Sujeita-se e, aproveita tudo, longe ou perto, Logo que veja “O SEU”, ei-lo [...]
11-08-2007 » Amigos? Tive muito, muitos, sei lá quantos, Nas mais diversas ocasiões, até foram bravos, Talvez por amizade, talvez pelos centavos, Apareciam, não importa, julguei-os, santos! Assim, comecei cedo a vê-los em todos cantos, Eram os primeiros, omnipresentes, escravos, Of’reciam mimos como fosse néctar em favos, Que m’embriagavam com tamanhos encantos! Mas um dia a roda desandou, oh! Sorte [...]
27-07-2007 » (Portugal e Brasil) Portugueses e brasileiros, sempre ligados Por anais épicos que ninguém os apaga, Onde a língua é única, parece saga Que desde Cabral, somos bem dedicados! Com amizade histórica tanto se propaga, Num abraço fraterno de seres amados, Que há séculos têm sido temperados, Com harmonia mútua sem qualquer paga! Foram as caravelas que por mares fora, Aportaram [...]
19-07-2007 » Foi preciso tantos anos, Sem resultado sequer Pra desvendar os arcanos, D’alma d’uma mulher! Isto não são, não enganos --Mente quem outra coisa disser— Quem com ela fizer planos, Cai, certo como outro qualquer! Também fui d’esses”anjinhos! Segui, tonto, seus carinhos, Preso com tantos assombros… Mas foram demais os anelos, Não vi, qu’erigia castelos, Que m’enterraram em escombros
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