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15-08-2008 » (Recordação autêntica) Vem às vezes sentar-se à minha porta, Aquela velhinha que mora ao fim da rua, Não sei porquê, seu gesto, aliás, não imporá Até gosto ouvi-la, é como viver na lua! Quando tenho tempo, minha fala a conforta:-- --“Então, D. Micas como está? Essa saúde flutua?... --Ai, meu filho, a minha longa idade corta Cá vou [...]
03-08-2008 » (Recordação inesquecível…) Costa da Caparica!...Areal rendado!... Meu primeiro amor com certa Afrodite, Que nas ondas do mar m’afoguei enamorado, N’aquele colorido bikini com arrebite… Foi um tempo que será sempre lembrado, N’aquele areal quente, imenso, sem limite, Ao amor pró qual era sempre convidado, Mergulhar, com ela, é bom que aqui cite! Hoje, quantas vezes não vou à mesma [...]
29-07-2008 » No tempo em que tive “massa” Amigos não me faltaram; Bateu-me à porta a desgraça E todos me desprezaram! Hoje que não valho nada, Ninguém sequer em mim pensa! Minha sorte condenada, Está cumprida a sentença… Mas voltasse eu à riqueza, Após o triste revés, Que cá os via, à certeza, Roçar de novo os meus pés! Mundo— que de hipocrisia E maldade [...]
29-07-2008 » No tempo em que tive “massa” Amigos não me faltaram; Bateu-me à porta a desgraça E todos me desprezaram! Hoje que não valho nada, Ninguém sequer em mim pensa! Minha sorte condenada, Está cumprida a sentença… Mas voltasse eu à riqueza, Após o triste revés, Que cá os via, à certeza, Roçar de novo os meus pés! Mundo— que de hipocrisia E maldade [...]
08-07-2008 » (A velhice é um tempo, objecto de Nossos desejos e das queixas (Cícero) Soneto muito especial que dedico Ao meu bom amigo, Sr. Jorge Vicente Residente na Suiça.com AMIAZDE No decair da vida, a gente logo reconhece Talvez já tarde um pouco, e com remordimento, Que tanta coisa vã, que seria nos parece, É pó, somente pó, erguido [...]
05-07-2008 » À DOLORES) Meu bem, custa me ver fugir a mocidade, O sol bendito que a existência aquece, Como fantasma ligeira que se perdesse No azul sem fim que a escuridão invade Quando meço a extensão da minha idade, E sinto que em breve meus dias anoitece, Um vago apreender, que me entristece, Esvoaça entre as brumas da triste [...]
03-07-2008 » Vida como vos amei! Sim, fui vosso escravo Toda vida trabalhei, pronto por um bom lugar, Como minha mãe me ensinou, bem, exemplar, Nunca esbanjar à toa o meu honesto centavo! Nesta rota, com custo suportei muito azar, Doenças! Empregos! Patrões, que viram escravos, Tempo difícil, nunca ouvi a palavra: BRAVO, Tu mereces algo mais por isto [...]
02-07-2008 » (Não há um caminho para a PAZ, a PAZ é o caminho (M. GANDHI) Sei que a PAZ é mais difícil que a guerra. (Juscelino Kubistschek) A PAZvem de ti próprio, não a procures à tua volta (BUDA) AMIGOS: Reza o ditado:--“Pouco e em paz muito se faz” É este o objectivo que todos poetas [...]
19-06-2008 » Hoje a musa não se dedilha como outrora, No jeito romântico d’Alorna, Camões e Florbela; Aparece por aí um ou outro com ideia bela, Mas aquela trama perece que fica de fora! Renegaram ao purismo, sem a riqueza que a zela, Chamam-lhe poesia moderna, que apavora Sem sonância, sem rima que é a sua aurora, Que a [...]
17-06-2008 » (Alguém disse: O coração, em quanto conserva desejos, guarda ilusõe) Melhor fora que o amor pudesse recusar Tudo que o amor desejo com sensual avidez, Está provado, durava mais tempo, talvez Após feita a conquista, certa tenta murchar! São as recusas, privações que lhe dão prenhez, Ou melhor, as esp’ranças, dão-lhe vida salutar, Porque senão, não tem [...]
16-06-2008 » Ao meu particular Amigo Sr. ANTÓNIO MATOS De ALVERCA. Alguém muito ilustre escreveu: “ BOA AMIZADE, SEGUNDO PARENTESCO. E, outro muito mais célebre, famoso do tempo Antigo . ARISTÓTELES Escreveu, deixou para prosperidade isto: A AMIZADE perfeita não pode existir senão entre os bons. Agora eu, ainda com mais sinceridade escrevo este soneto, para perpetuar o nosso conhecimento: AMIGO: A [...]
15-06-2008 » (Um ilustre moralista alemão: Emanuel Wertheimer Escreveu:” Há sim amor platónico, depois do casamento” O amor acompanha o desejo e, vice-versa Amor platónico que se fala não existe, O homem com sua eterna agradável conversa, Acaba por ser traído no fundo, não resiste! Sua morfologia é assim, natural, diversa, Co’a mulher é muito mais que está ali [...]
15-06-2008 » A nossa vida é por vezes grande desordem Que desequilibra nossos desejos e vontades, Por mais que se administre, que se abordem A solução tem sempre contrariedades! Surge as doenças com problemas que mordem Em tudo e, em tudo, logo põem certas grades, Qu’espreitam ou põem um pouco de ordem, Leva tempo ou deixa por vezes calamidades! Assim, [...]
01-05-2008 » (BODAS DE PRATA) (9/9/1967—9/9/1992) 25 anos de ventura Acróstico BODAS DE PRATA, nesta era representa, Óptimo viver como nós a bater certo, Dentro da regra que se chama benta, Alardeada de amor d’aquele que tenta, Sonhar, seguro, neste Céu aberto! Devo-te assim, estes ricos anos, Escusado será dizer, tenho planos, Prolongar esta dita outro tanto, Rodeado do mesmo dedicado juízo, Anseio ouvir isto [...]
30-04-2008 » Actualmente visito frequente Lisboa, Os típicos bairros e todos seus velhos recantos, Hoje, lá fui, pelas ruelas da Madragoa, Onde s’ouvia o fado vadio por todos cantos. Ali havia uma taberna com pinga boa, Junto um bordel no tempo dos momentos ”santos” Gerido por uma Formosíssima rascoa, Que sabia bem do seu “serviço” com seus encantos! A taberna? [...]
29-04-2008 » (A perpetuar a esposa Do Sr. LUIS FERNANDES) AMIGOS: Devemos confrades prestar respeito, Ou homenagear esta grande dama, No Mensageiro tem grande efeito, Zela, ajuda, em todo seu programa. Investe muito tempo no computador, Louvo aqui sua dedicada missão, Inclusive ajuda o seu Luís com ardor, A dedicar ao Mensageiro tanta atenção. Faz o que pode e sabe como primores, Espalha em [...]
25-04-2008 » Passou por mim com porte altivo, ligeira, Passo miudinho, mostrando eróticos meneios, Bem formada, com perfeitos e erectos seios, Enfim, a atracção da rua de qualquer maneira! Parei, perplexo, quando passou à minha beira, Seus olhos eram castanhos, grandes cheios De desejos que a crivavam de galanteios, Que sorria, maneando a cabecinha brejeira! Fiquei louco, julguei ver o [...]
23-04-2008 » (…Entre tantas que tive na minha vida) Um dia na minha vida! Oh! Tive tantos, tantos!... Uma noite que vadiava de Madragoa à Alfama, Bairro Alto! Mouraria, na boémia em chama, D’aventura em ventura dos bons momentos santo! Uma noite, quando procurava um bom programa, D’ouvir fado vadio que havia por todos cantos, Encontrei uma bela fadista [...]
01-04-2008 » No meu tempo de jovem…Deus! Como tempo voa— Meu feitiço era, vadiar pelo Bairro Alto, Tabernas! Bordeis! Zorras, mas o ultimo assalto, Era ouvir o fado na “Severa”, então casa boa! Certa noite, eu o Tristão vivemos um sobressalto, N’uma tasca com marujos, e uma bela rascoa, Ouve briga, “bófia” e, se a mente não m’atraiçou-a A [...]
26-03-2008 » No meu tempo de rapaz tive muitas namoradas, Recordo bem: A Rita! Tânia! Lili!, sei lá quantas Por isto ou por aquilo foram, sim, rejeitadas, Ou por meros enredos ou não as via santas! Era na era, cujos namoros tinham vedadas As saídas ao cinema pelas maternais gargantas, Tudo acabava ali— já via que eram erradas— As [...]
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