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2008-08-22 » MOTE Chamaste à vida: maldita E isso causa-me horror, A vida é sempre bendita, Enquanto há fé no Senhor! GLOSA Não blasfemes com teu destino, Aguenta com alma e medita, Dizer um pecado mofino, Chamaste à vida: Maldita! Deus deu-nos esta sorte, Doses de prazer. Doses de dor, Não se pode contrariar o norte E isso causou-me horror!... Tudo passa como é sabido, Apesar da [...]
2008-08-18 » (Muito especial aos meus Particulares SÃO E PINHAL Maviosos poetas.) AMIGOS: Não há duvida, Deus fez tudo bem feito, Fauna! Flora e, a perfeição da raça humana, Deu ao homem ou mulher um ente eleito, Pra com sensatez, erigissem sua cabana! Por vezes, nem sempre bate tudo direito, A cabana cai, ou com tempestades abana, Mas de queda em queda [...]
2008-08-15 » Tudo, num poema, como n’um romance, N’um soneto, como n’um conto; deve Concorrer para o desfecho. Um bom autor tem já em vista a sua última linha Quando escreve a primeira. (Charles Baudelaire) Adoro o soneto com culta e fina trama, Cheia de lirismo e bucolismo como é feito, Com bom anexim que d’ele se tire proveito, E, [...]
2008-08-15 » (Recordação autêntica) Vem às vezes sentar-se à minha porta, Aquela velhinha que mora ao fim da rua, Não sei porquê, seu gesto, aliás, não imporá Até gosto ouvi-la, é como viver na lua! Quando tenho tempo, minha fala a conforta:-- --“Então, D. Micas como está? Essa saúde flutua?... --Ai, meu filho, a minha longa idade corta Cá vou [...]
2008-08-15 » A todos emigrantes espalhados por Esse mundo além. Vejam, sou emigrante há vinte cinco anos, Ou seja, vinte e tantos anos de gigante lida, Que juro, nunca tive, tranquilo, outra vida Senão lutar como mouro a pensar em planos… Prazeres? Foram esquecidos; nós, seres humanos Somos assim, loucos a sonhar co’a falaz subida, Não vimos a armadilha tão [...]
2008-08-14 » À MINHA INESQUECÍVEL DOLORES PEDINDO… Meu bem, quero ver-te à minha cabeceira, Quando estiver no leito em estertor, Para que assim, minha doce companheira Tenha um momento mais do nosso amor! Quero dizer-te como na vez primeira; “Como és linda, amo-te, com todo ardor!... Morro de corpo, mas fica à tua beira Aquela alma que te quis, está ao [...]
2008-08-14 » (Ante o saber duma mulher astuta, Cícero e Pascal nada sabem—Campoamor) (os que falam sempre bem das mulheres, Não as conhecem a fundo; Os que falam sempre mal delas, Não as conhecem de todo:-- Pigault-Lebrun) Porte d’hercúles, altiva, atlética, De olhar pomposo, artificial, Com andar provocante sensual, Imperativa, audaz, frenética, Vaidosa, hábil, ardente imoral! Aventureira, febril, patética, Cínica, inabalável, especial, Picante, azougada, imperial! Pratica [...]
2008-08-12 » À DOLORES Dizem p’r’aí, “picantes”que me distraio, Que ando na lua; tudo é bobice completa Ninguém sabe o tal devaneio d’um poeta, Sem sua MUSA, vê-se apático em desmaio! Sem tua gentil imagem, n’um torpor caio Tanto se me dá que chegue ou não à meta, Autómato, minha vida tornou-se discreta, Que não posso ser de modo algum [...]
2008-08-07 » ( Um velhinho soneto meu Publicado no meu primeiro livro FOLHAS DA MINHA VIDA 1992) Dissabor inarrável…infinito anseio… Noite de insónia, glacial, seca e escura… Qual mar revolto, em ondas de amargura, Entra no peito a dúvida, o receio… Por que nos traz amor a desventura? Porque nos não consente em doce enleio, Sem que nos traga, assim, toda assim [...]
2008-08-07 » LIVRO FAMOSO (Horizontes de Poesia de EUCLIDES CAVACO Meu preito do fundo do peito) Soneto acróstico Eu li com prazer Horizontes de Poesia, Um livro que me agradou até ao fim, Completo de ternura, de sabedoria, Lírico, como nunca li outro assim!... Ilustre vate, emocionado, qu’ria Dedicar-te este soneto que é, sim Especial admiração até com maestria, Sublime qu’este livro causou em [...]
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