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2008-09-05 » GLOSA. Chamou-me tolo, e eu, surpreso, Não disse que si nem que não, Pus-lhe em cima o desprezo, Que é o meu mata-borrão! MOTE Vejam como são as mulheres, Disse-lhe que a amava, aceso… --Não acredito no que disseres, --Chamou-me tolo, e eu, surpreso… …Fiquei pasmado co’a resposta Como manda a boa educação, Calei-me, porque quando se gosta, Não disse que sim nem [...]
2008-07-19 » Quando n’aquela nite te falei d’amor, Senti no meu desabafo um transbordo, Que fui bem no barco do sonho e, bordo A ver as estrelas até ao ameno alvor! Tudo era dif’rente, enérgico a compor O meio, tu e eu, ternos, oh! Isso, recordo Nosso primeiro beijo, o primeiro acordo Fez da noite um arco-íris com fulgor! Tudo [...]
2008-06-22 » Deu-lhe Bocage seu inconfundível estilo A elevação pindárica, fecunda, e bela, De Petrarca a classe e o romantismo de Florbela, Não esquecendo Alorna e o imortal Camilo! O soneto teve mestres com a história revela, Casimiro d?Abreu! Bilac! Camões, deu-lhe aquilo Pra o guindar ao auge pra que possamos segui-lo Com todo transporte, valor na sua forma [...]
2008-06-19 » Hoje a musa não se dedilha como outrora, No jeito romântico d’Alorna, Camões e Florbela; Aparece por aí um ou outro com ideia bela, Mas aquela trama perece que fica de fora! Renegaram ao purismo, sem a riqueza que a zela, Chamam-lhe poesia moderna, que apavora Sem sonância, sem rima que é a sua aurora, Que a [...]
2008-05-01 » Quando a melancolia teima certa e, invade Nestas manhãs negras da distante juventude, Nada há de jovial, risonho que ajude, A perfumar as lembranças da fénix mocidade! Aquela mulher, bela, talvez difícil, rude; Aquele grande amor na nossa tenra idade; Aquele primeiro beijo, oh! Que saudade São coisas presentes com tristeza ou virtude! São as folhas tristes da [...]
2008-04-23 » (…Entre tantas que tive na minha vida) Um dia na minha vida! Oh! Tive tantos, tantos!... Uma noite que vadiava de Madragoa à Alfama, Bairro Alto! Mouraria, na boémia em chama, D’aventura em ventura dos bons momentos santo! Uma noite, quando procurava um bom programa, D’ouvir fado vadio que havia por todos cantos, Encontrei uma bela fadista [...]
2008-04-12 » Vi que te despias perante a TV., sem pudor, Como fosses anuncio mercante, compra e venda, Exibias teu lindo corpo, tua secreta prenda, Creio que lhe devias dar muito mais valor!... Peça por peça, até ao mais intimo pormenor, Sob aplausos sádicos, rubros por encomenda Como fosses bacante! Rameira de reles tenda, Onde se vai vender como [...]
2008-04-01 » No meu tempo de jovem…Deus! Como tempo voa— Meu feitiço era, vadiar pelo Bairro Alto, Tabernas! Bordeis! Zorras, mas o ultimo assalto, Era ouvir o fado na “Severa”, então casa boa! Certa noite, eu o Tristão vivemos um sobressalto, N’uma tasca com marujos, e uma bela rascoa, Ouve briga, “bófia” e, se a mente não m’atraiçou-a A [...]
2008-03-31 » Senhoras dos mais belos (À JOYCE e MARA Que já ninguém as separa) (Soneto acróstico: MARA INEZ MORAES) SENHORAS: Marinha, foi a escolha da JOYCE, feliz AMIZADE, trata-se pelo nome eleito, Resume assim em nome intimo, perfeito, Amostrar genuína toda sua doce raiz! Indelével meiga, aqui não há defeito, Nimbo d’uma AMIGA com nato cariz, Este carinho é mesmo embaixatriz, Zoa alegre [...]
2008-02-21 » (…é amante que se adora) [...]
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