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2008-08-02 » Deve na vida, haver sempre um ponto Pra estimular a viagem pela vida fora, Nem que na fantasia veja um conto, Cresce a afeição até chegar a aurora! Que não s’envergonha de lhe chamar tonto, Nem que seja grande ou leve demora, Tudo se realiza com esp’rança n’um pronto, Quando o ideal é grande actua exora! Pra ir [...]
2008-07-19 » Quando n’aquela nite te falei d’amor, Senti no meu desabafo um transbordo, Que fui bem no barco do sonho e, bordo A ver as estrelas até ao ameno alvor! Tudo era dif’rente, enérgico a compor O meio, tu e eu, ternos, oh! Isso, recordo Nosso primeiro beijo, o primeiro acordo Fez da noite um arco-íris com fulgor! Tudo [...]
2008-07-14 » A morte é, de todos visitantes o mais anunciado e o menos desejado.~ ( VALTOUR)) À medida que envelhecemos não nos retiramos da vida; Ela é que se retira de nós. (V. H. Friedlaender) Mais alguns dias ou anos mais, seremos iguais, Ricos! Pobres! Toda gente, somos o pó desfeitos, Da Parca que não poupa ninguém, fracos ou eleitos, Pró [...]
2008-06-25 » Deve na vida, haver sempre um ponto Pra estimular a viagem pela vida fora, Nem que na fantasia veja um conto, Cresce a afeição até chegar a aurora! Que não s’envergonha de lhe chamar tonto, Nem que seja grande ou leve demora, Tudo se realiza com esp’rança n’um pronto, Quando o ideal é grande actua exora! Pra ir [...]
2008-02-17 » (À DOLORES CO’OS MEUS LOUVORES) Meu amor quero aqui dizer-te em segredo, No percurso de toda a nossa vida conjugal, Nunca houve sequer um simples arremedo, Que toldasse o nosso paraíso de qualquer mal! Desde aquele NOVE de Setembro tão ledo, Que trocamos nosso SIM, tudo correu natural, Apesar do trabalho como emigrantes; o..., tal O fim era [...]
2007-11-26 » Amor é um mar onde toda gente se afoga, Mais cedo ou mais tarde todos lá vão parar, Não há bóia de salvamento que possa salvar, Isto é um afogamento hoje muito em voga! O amor é, um incêndio que nos vem queimar, Todo nosso pensamento n’um jiga-joga, Quanto mais s’afasta, acaba na sinagoga, Que tragado pelo [...]
2007-11-24 » Dinheiro! És e, sempre serás o potente senhor, De todos prazeres e magoas de todo mundo, Perante ti, tu vences fatal, seja quem for; Perante ti, o santo, tenta-se, torna-se imundo! Com certa argucia compras tudo no amor, É normal a justiça, é, eivada n’um segundo; Originas crimes que, horripilante difundo, Quantas vezes na sombra, ages, escarnecedor! Tudo [...]
2007-11-12 » Hoje, aquelas histórias linda d’amor São passageiras, sempre com interesses à mistura, Tudo intimo começa cedo, é o factor Da felicidade; é fatal, certo, satura! O namoro dos jovens afunda-se neste error É vago, fútil, pra singrar em vida futura, Tudo acaba por ruir com grande fragor, Sem nunca viverem a desejada ventura! Assim, a história d’amor [...]
2007-10-06 » DESEJO FINAL. Quando eu morrer conterrâneos e familiares, Que forem ao meu enterro, aqui fica expresso, Entrem já na primeira adega no regresso P’ra beberem uns copos com vivos cantares! Tristezas p’ra quê? Já não adiantam pesares A vida continua ligeira co’o mesmo processo, Quem fica tem que gozar tudo, eis o que peço porque eu serei [...]
2007-09-29 » Amigos? Tive muito, muitos, sei lá quantos, Nas mais diversas ocasiões, até foram bravos, Talvez por amizade, talvez pelos centavos, Apareciam, não importa, julguei-os, santos! Assim, comecei cedo a vê-los em todos cantos, Eram os primeiros, omnipresentes, escravos, Of’reciam mimos como fosse néctar em favos, Que m’embriagavam com tamanhos encantos! Mas um dia a roda desandou, oh! Sorte [...]
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