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2008-05-10 » (Soneto n’uma lápide em azulejos Na campa Da minha mãe!) Trinta anos, pouco menos são volvidos, Que tu deixaste a terra pelo céu, E nesses anos todos decorridos, Tua lembrança dentro de mim viveu! Leve recordação dos tempos idos, D’aquela que tão fundo amor me deu, Nos dias, para mim quase esquecidos, Em que minh’alma mal te conheceu! Buscando [...]
2008-05-01 » (BODAS DE PRATA) (9/9/1967—9/9/1992) 25 anos de ventura Acróstico BODAS DE PRATA, nesta era representa, Óptimo viver como nós a bater certo, Dentro da regra que se chama benta, Alardeada de amor d’aquele que tenta, Sonhar, seguro, neste Céu aberto! Devo-te assim, estes ricos anos, Escusado será dizer, tenho planos, Prolongar esta dita outro tanto, Rodeado do mesmo dedicado juízo, Anseio ouvir isto [...]
2008-04-16 » (Soneto dedicado a…) SENHORA: Apesar do amor ser mescla de sentimentos, Bom, mau, divino, adultero, tem sempre fãs, Nenhum se humano foge às suas garras pagãs, Ou vamos ao céu ou pisa com outros elementos! Estranho Deus, que nos desperta toda as manhãs, Com novidades, desejos, sonhos ou pensamentos, Mas porque será que tudo morre em lamentos, Com anseios, [...]
2008-04-11 » (Soneto dedicado a…) SENHORA: Apesar do amor ser mescla de sentimentos, Bom, mau, divino, adultero, tem sempre fãs, Nenhum se humano foge às suas garras pagãs, Ou vamos ao céu ou pisa com outros elementos! Estranho Deus, que nos desperta toda as manhãs, Com novidades, desejos, sonhos ou pensamentos, Mas porque será que tudo morre em lamentos, Com anseios, [...]
2008-01-25 » Pasmei co’a jovem de rara formosura Que passou por mim, n’um sensual meneio, Elegante, bem vestida, via-se o asseio Que talvez enchesse um lar de ventura! Vi, que se dirigia ao jardim com anseio, Estranhei o local, frondoso, quase lura; Meu Deus, o que será que ela procura, Fui no seu pé, sem dar nas vistas, alheio!... Atrás [...]
2008-01-11 » Não fales do poeta que divaga, que mente, Nem digas que só vive de sonhos e ilusão, O poeta é talvez, outro com inspiração, Que sente a existência como ninguém sente! Não fales da Poesia como coisa indif’rente, Porque procedes quimérico, não tens razão, Será, demente, talvez, com outra pretensão, De ver as pessoas, mundo com olhar [...]
2008-01-06 » Minha fonte velhinha, abandonada, Que em tempos idos eu deixei aqui, Quantas saudades desde então carpi; Por tudo o que era bom e não era nada! As horas de ventura que senti Ouvindo a tua voz enamorada, Quando aqui vinha, à luz da madrugada, Viver a vida que jamais vivi.... Minha fonte velhinha das quimeras, Eu sou o teu [...]
2007-11-27 » SENHORA: Apesar do amor ser mescla de sentimentos, Bom, mau, divino, adultero, tem sempre fãs, Nenhum se humano foge às suas garras pagãs, Ou vamos ao céu ou pisa com outros elementos! Estranho Deus, que nos desperta toda as manhãs, Com novidades, desejos, sonhos ou pensamentos, Mas porque será que tudo morre em lamentos, Com anseios, quiméricos sem [...]
2007-11-16 » Olharam-se um dia os dois—Além n’avenida Ele esbelto, de porte elegante varonil; Ela, com toda a beleza, fresca primaveril, Foi amor à primeira vista da sua vida! Depois selaram seu amor n’um acto civil, N’uma promessa firme, mutua, bem definida, De muito breve uma estrela seria unida, Aquela jovem família, n’um grito infantil! Que veio alegrar e [...]
2007-09-21 » Chegou a primavera, por todo lado verdura Dando outra paisagem pelo prado fora, Junto surge, Apolo, Íris e a deusa aurora, Como homenagem real à mãe natura! Já se vê as filomelas a foliar em pletora, N’um pipilar lírico que enche de ventura, Com tanto colorido fulgurante à mistura, Que este panorama extasia e enamora! A nossa vida [...]
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