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2007-12-03 » No meu tempo de rapaz tive muitas namoradas, Recordo bem: A Rita! Tânia! Lili!, sei lá quantas Por isto ou por aquilo foram, sim, rejeitadas, Ou por meros enredos ou não as via santas! Era na era, cujos namoros tinham vedadas As saídas ao cinema pelas maternais gargantas, Tudo acabava ali—já via que eram erradas— As algemas”eram [...]
2007-12-01 » A EFIGÉNIA é tal EGÉRIA De inesgotável matéria Senhora, minha homenagem Tem esta justa vassalagem. AMIGOS: Acabo de ler uma vez mais a notável lista Dos poemas que a nossa EFIGÉNIA nos brinda, Encantamento do amor…Que coisa tão linda, Explendor! Exaltação!...é, ou não é, d’uma artista?... Este Canto Enamorado….assim, nos guinda A Sonhos quando a tristeza nos conquista, São Reflexos d’Alma… [...]
2007-11-28 » Com toda a minha fiel admiração Pelos seus lindos poemas de paixão! AMIGOS: A poesia tem nesta Senhora a poetisa certa, Que nos embriaga com poemas de categoria, Seu romantismo tem qualquer coisa d’ambrosia, Que ao eterno sorumbático a alma desperta! EFIGÉNIA COUTINHO é o avatar da poesia, Talvez filha de Callíope a nova descoberta, Nesta era, que de [...]
2007-11-27 » SENHORA: Apesar do amor ser mescla de sentimentos, Bom, mau, divino, adultero, tem sempre fãs, Nenhum se humano foge às suas garras pagãs, Ou vamos ao céu ou pisa com outros elementos! Estranho Deus, que nos desperta toda as manhãs, Com novidades, desejos, sonhos ou pensamentos, Mas porque será que tudo morre em lamentos, Com anseios, quiméricos sem [...]
2007-11-26 » Amor é um mar onde toda gente se afoga, Mais cedo ou mais tarde todos lá vão parar, Não há bóia de salvamento que possa salvar, Isto é um afogamento hoje muito em voga! O amor é, um incêndio que nos vem queimar, Todo nosso pensamento n’um jiga-joga, Quanto mais s’afasta, acaba na sinagoga, Que tragado pelo [...]
2007-11-12 » Hoje, aquelas histórias linda d’amor São passageiras, sempre com interesses à mistura, Tudo intimo começa cedo, é o factor Da felicidade; é fatal, certo, satura! O namoro dos jovens afunda-se neste error É vago, fútil, pra singrar em vida futura, Tudo acaba por ruir com grande fragor, Sem nunca viverem a desejada ventura! Assim, a história d’amor [...]
2007-11-11 » (À DOLORES) Como faço meus versos? Olha sempre, d’improviso N’um arroubo quando penso em ti, meu tesouro, Tu és a inspiração da minha lira d’ouro; Tu és a alegria musical do meu paraíso! Que irrompe no meu sentir, como um estouro, Que me tenta versejar sempre que preciso… Basta pensar em ti, logo tenho certo aviso Pra fazer [...]
2007-10-22 » Palavra enigma…Tantas vezes labirinto, Onde nos metemos com critica e grave saída, Quase sempre com sequelas boas ou más na vida, Que, quando pensamos ser néctar é, absinto! Assim é o amor, quando o vimos branco é, preto; Quando pensa fixar-se, já está de partida; Tem uma força, vibrante, até desmedida, Ai d’aquele que s’entretecer no seu [...]
2007-09-30 » Alguma coisa mais do que um anseio, Um pouco mais, também, um quente beijo, A ânsia ardente d’um sensual desejo, Que levou tempo a pedir e a conquistar! Um encontro à noite onde há ensejo, De testemunhar seu amor à luz do luar, Falar baixo, mélico o verbo amar; Uma carícia, soa como um realejo! O amor acontece, [...]
2007-09-22 » Encontrei-me com ela no Rossio, Após trinta anos, de longa ausência, Foi o destino que nos cruzou tardio, Uma vez mais a nossa existência! Eu a olhei, surpreso sem desvio; Ela olhou com fixa impertinência, Cada um de nós sofreu um calafrio, N’um olhar, ali tudo teve vigência! Paramos! Nos fixamos, com receio, O nosso caso avivou-se n’um segundo, Com [...]
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