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28-09-2008 » Com AMIZADE aos eximios poetas PINHAL DIAS e SÃO Um poeta não se faz, nasce com dom, certo Com instinto, aperfeiçoa com tempo a chama, Que dentro de si, s’agiganta ou o aclama, Que deve escrever sobre tudo, bem esperto! Então quando se descobre qu’enamorado, ama É o clímax, da sua vida, um Olimpo aberto, Eleva-se, forma-se, é, [...]
24-09-2008 » (Relendo o poema Silêncio De EFIGÉNIA COUTINHO) Há Silêncios que falam como retórica, Que o poeta deve interpretar com cultura, Quem lê, deve ver fundo, quem é essa figura, Que logo lhe dá escala certa, categórica! Estes Silêncios são psíquicos, têm à mistura, Revelações assombrosas de forma gongórica, A poesia é, talvez conformação metafórica Que se deve dissecar, até [...]
15-08-2008 » Tudo, num poema, como n’um romance, N’um soneto, como n’um conto; deve Concorrer para o desfecho. Um bom autor tem já em vista a sua última linha Quando escreve a primeira. (Charles Baudelaire) Adoro o soneto com culta e fina trama, Cheia de lirismo e bucolismo como é feito, Com bom anexim que d’ele se tire proveito, E, [...]
07-08-2008 » Os porquês da nossa vida são tantos, tantos?!... Um por exemplo que m’agita e, inflama, É aquele que não ter o teu corpo na cama E, não posso ir ao Céu em todos sete cantos! Tenho insónias, pesadelos!...Ó Deus quantos, Pra quem tanto ama é um vulcão em chama, Que me queima, gela sem o no [...]
06-08-2008 » Hoje o quotidiano precisa de sensatez, Pra vencer sempre este ao aquele obstáculo, Os porquês da nossa vida são um tentáculo, Que inibem aproveitar algumas mercês!... Há o SE que não deixa consultar o oráculo, Do amor que baralha com duvidas e…porquês Ama? Não ama? Ó deus! Será certo desta vez Ter enfim na vida a ventura [...]
01-08-2008 » Noite fria! Noites frias!... São todas que na nossa cama, Não há carícias, nem chama, Da tua presença, com alegrias! Que há sempre bom programa, Com teus arroubos e fantasias, Que dão cabo das minhas energias, Ó meu tesouro é meu drama! Tu a meu lado, ouço melodias, Estas noites assim são elegias, Pra quem tanto, tanto te ama… Volta, quero [...]
24-07-2008 » Não sofras mais. Recorda o tempo ido Quantas foram as horas d’alegria Tão poucas, vês?...E quanta de agonia Sentindo o coração palpitar…caído! Estilhaça, n’um gesto atrevido A alguma que te prende a nostalgia, Abandona a tua dor à noite fria, E ama a vida. A ventura o sol garrido! A ventura passa breve, até pouco dura E lá se [...]
03-07-2008 » (D. EFIGÉNIA li com gosto O Falcão e Ternura, que ventura! Amor e desejo são coisas diferentes. Nem tudo o que se ama se deseja e nem tudo o que se deseja se ama. Nas Asas do Falcão…Voa agora a TERNURA, Duas jóias poéticas de casto lirismo, Prenhes, como sempre, de fundo epicurismo, Deleite! Desejos! Sonhos e, tudo [...]
30-06-2008 » (À DOLORES) Trabalho muito, mais que a força humana, Neste pensamento hora a hora me ligo, Estar junto de ti, neste Fim-de-semana, Combinar direitinho a nossa vida contigo! É esta a força louca terna,que me abana, Meu tesouro, nem nisto considero castigo, Ter mais tempo pra ti é, grande a gana Saber não sair estes dias do teu [...]
28-06-2008 » “O espirito do poeta é sempre moço”… --Escreveu um dia o poeta António Feijó; Basta achar o amor algures, em alvoroço, Pra palpitar, brincar, rir a não sentir-se só!... Seus cabelos brancos, não são dos anos pó, São dos enganos e desenganos um caso grosso, Que no decorrer da sua vida lhe deram dó; Mas ama grita [...]
05-05-2008 » Adoro o soneto, bem feito, com bom recheio, Filosofal, adagial, com tudo certo em cima; O poeta tem sempre em mente a precisa rima, Que agrada, até pode pasmar com seu floreio! Bem burilado, o soneto tem selecta, estima, Quando disseca o amor tem sempre devaneio, Se é sua amada o êxtase tem galanteio, Que aos nossos [...]
01-05-2008 » Adoro o soneto, bem feito, com bom recheio, Filosofal, adagial, com tudo certo em cima; O poeta tem sempre em mente a precisa rima, Que agrada, até pode pasmar com seu floreio! Bem burilado, o soneto tem selecta, estima, Quando disseca o amor tem sempre devaneio, Se é sua amada o êxtase tem galanteio, Que aos nossos [...]
30-04-2008 » == ANAGRAMA == Não é d’estranhar que MARA tenha MAR, Em Si, como no grande mar nada tem limite, O MAR é belo, é soberbo; ela é a Afrodite, Que n’areia da praia a galera faz parar! Por isto MARA e MAR fazem este convite, Neptuno espera que todos o vão adorar, Seu azul é único, por [...]
23-04-2008 » (…Entre tantas que tive na minha vida) Um dia na minha vida! Oh! Tive tantos, tantos!... Uma noite que vadiava de Madragoa à Alfama, Bairro Alto! Mouraria, na boémia em chama, D’aventura em ventura dos bons momentos santo! Uma noite, quando procurava um bom programa, D’ouvir fado vadio que havia por todos cantos, Encontrei uma bela fadista [...]
04-03-2008 » Quando visito Lisboa meu fim é, Alfama Adoro suas ruas, com seu velho casario, Co’o típico carvoeiro, à porta co’o programa, Ou beber um copo e, ouvir o fado vadio! Ali houve uma casa de fados com fama, Que no meu tempo passei noite e noites a fio, Parei! Olhei! Recuei ao bom tempo que se [...]
03-02-2008 » (S. VALENTIM) 14 == 2 == 2008 Dia de S. Valentim, há sempre bom programa, Entre (e)namorados em todos cantos do mundo, A amostrar quem tem o amor maior profundo, Que é uma acha certa, pr’alimentar a chama! Isto sempre teve, foi um sucesso rotundo, Este é o dia que qualquer amante aclama, Pra revelar à sua amada [...]
05-12-2007 » À DOLORES com muito, muito AMOR Por tantos anos de constante felicidade…. Meu amor saúdo-te assim!... (1) DOLORES, se eu pudesse não te faltaria nada, Nem sequer lidavas tanto como trabalhas, Viverias num jardim, belo, sem maravalhas, Onde serias rainha, mas rainha c’roada! Dar-te-ia flores, cetim prá tua estrada, Fosse doçura acrescida, justa, sem falhas, E, como mereces ornava-te de [...]
04-12-2007 » (Dia de Reis) DIA DE REIS! Chegou o encanto, o Bolo-Rei, Que sempre fez parte da tradição portuguesa, Rico ou pobre, todos o conseguem ter à mesa, Até os mais abstémios não o recusam, eu sei! Mostra-se mimoso, mais ou menos com beleza, Mas actualmente tem algo fora da lei, É feito em séries, sem controle e, [...]
25-08-2007 » (Poeta popular português) AMIGOS: Portugal sempre teve poetas populares, Não falo em Camões! Bocage ou mesmo Pessoa, Outros, queridos, que o povo por aí apregoa, Preferidos, bem especiais pra seus cantares! Assim, recordo este vate, filho de Lisboa, O inesquecível e talentoso Silva Tavares, Suas quadras, poemas, inda hoje são impares, De erudição, gratíssima, como poesia boa! A revista portuguesa [...]
19-08-2007 » Lisboa! A nossa Lisboa, cantada mil vezes, Por fadistas, cantores no seu vasto programa, Nas casa típicas no Bairro Alto e Alfama, De tanta satisfação de todos portugueses! Lisboa d’AMÁLIA, que tanto s’amou e, ama, Hermínia! Tony! Farinha! Ary e Menezes, E, tantos, tantos mais famosos líricos corteses, Lisboa sempre foi Musa do poeta a, chama! Esta Lisboa [...]
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