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Tag » Blog: "criarpoesia" » Tag: "ele"

SONHO O SONHO DA VIDA

16-07-2008 » Quando de tanta amargura fatigado Pesado sono os olhos me acontece, Ao espírito outro mundo me aparece, Me vim dentro de nós ignorado Mundo ideal sim, mas sempre povoado De males e paixões, que me parece Que n’ele como neste, só floresce A encantadora flor do meu cuidado! Sonho que estou sonhando! E, não se cansa O pobre coração [...]

SER EMIGRANTE

12-04-2008 » (Poesia inserida no meu primeiro Livro “FOLHAS DA MINHA VIDA” Editado em 1992) Ser emigrante é, honra, é brio, vontade, Procurando longe aquilo que o domina, Dinheiro, que aos seus lhe dê f’licidade, Com esforço que ninguém sabe, nem domina! Lutando sempre, sem quebra, com pundonor, Amealha algo, algo que vai pondo no cofre, O tempo passa, e os [...]

HOMENAGEM JUSTA

14-02-2008 » (Ao preclaro poeta PINHAL DIAS Com um abraço.) AMIGOS: Pra definir este poeta o dicionário Insere este vocábulo que bem s’aceita: Nobre! Fecundo, Altruísta, tudo n’ele s’ajeita Humano como o conheço é, extraordinário! Ajuda todos, risonho, até se sujeita, Lida à vontade, certo, co’o seu adversário, Diz a tudo sim, e delicado aproveita, Imiscuir seu lado pio como bom operário! Aqui [...]

DESABAFO NATURAL

13-01-2008 » Corre um dia após outro, pressinto bem Que nesta idade já não vejo primaveras, O sol jamais é fulgente, gira n’outras esferas, São Outonos e Invernos a eito n’um vai e vem! Todas ilusões já se foram, são d’outras eras, Envoltas em saudades que me fazem refém O tempo, trespassa-me sem dó, com desdém Vivo a recordar [...]

´VALOR INCONTESTÁVEL

11-01-2008 » Euclides Cavaco merece todas homenagens! (AO LER E OUVIR ESTE LINDÍSSIMO POEMA AMIZADE) AMIGOS: Não são precisas deusas, ninfas ou ninfeias, Pra vincar certo o valor crucial da poesia, Callíope deve estar feliz co’a sabedoria Que Euclides Cavaco tem com suas ideias! Ele brinda-nos saber, musica, com maestria, Tudo bonito no seu lugar co’as devidas veias, Ler ou ouvir [...]

O VELHO LIVRO

04-01-2008 » (De Júlio Dinis) Eu tenho um livro antigo, muito antigo, Que m’acompanha desde a meninice distante, Volta e meia o desfolho, de trás pra diante, N’ele meu problemático passado investigo! Com notas sublinhadas, aqui e ali constante, Como quisesse gravar frases de tema amigo, S’então, nada percebia de qualquer artigo, Mas era intuição já de atento estudante! Guardo o [...]

NUM TRIBUNAL.

26-10-2007 » (Anedota) O juiz: --Tem algum parente próximo? O réu atento: --Não, Sr, juiz, todos afastados. Uma testemunha presente: --É falos, ele mente,. Ele tem um irmão!... O juiz: --Então para que está a mentir? O réu: --Eu não minto, Sr. Dr. Juiz. É verdade que tenho um irmão, mas está na Alemanha. Como vê, não [...]

DOIS MARES.

12-10-2007 » Medito. À minha volta pulsa um mundo; Vejo-o no mar convulso e no insondável Convulso mar da humanidade, o instável Mar das paixões , soturno e gemebundo! Vejo-o através do espaço interminável; Nos astros; vejo-o no mar fecundo Ventre da terra, no âmago profundo, Da natureza eterna e inesgotável! Dentro de ti também, minh’alma ansiosa, Um mundo imenso de [...]

O MEU COMPUTADOR:

19-09-2007 » Hoje meu computador é o meu amigo eleito, Vejo e faço o que sei, por vezes com espanto, Ó Virgem Santíssima, eu quero-lhe tanto, tanto, Que já não me posso livre d’ele até que me deito! Anota tudo que lá meto é, infindo portanto Por vezes arrelia-me, mas sou novel, sem jeito, Mas tudo se resolve, [...]

O ESTRO E O ESTILO.

14-09-2007 » A inspiração – Magnifica of’renda, Que das celestiais direcções promana É mesmo um dom, inimitável prenda Que Deus votou à inteligência humana! Livre, soberba, forte e, soberana, Não tem a inspiração algemas ou venda Porque s’evola como o odor que emana Dos altares que a Deus um culto renda. Seja sublime, leve ou realista, O estilo é algo que [...]

ANEDOTA (2)

02-09-2007 » (Está certo…) --- Sabes mamã? Aquele rapaz de ontem Disse antes de me conhecer, a vida era um deserto. --- Olha a novidade! Pois se ele parece um camelo…

ANEDOTA (1)

02-09-2007 » (ele bem sabia…) Uma espiritista invoca o espírito do seu querido e finado esposo. ---Como estás tu, meu querido Ambrósio? --- Bem, e tu? --- Melhor de que quando vivia a meu lado? --- Muito melhor. --- Onde estás então, Ambrósio? --- No inferno!

MOTE

29-08-2007 » MOTE Meu amor anda na escola Já sabe ler e contar; --Sabe contar coisa ternas, Sabe ler no meu olhar! GLOSA Amar aprendi contigo, Aliás, pela mesma bitola, Mesmo assim também te digo: Meu amor anda na escola! Já aprendeu tanto, tanto, Que não é não pr’r’admirar, Quer beijinhos só ao canto, Já sabe ler e contar! Jura, com falinhas mansas, Tu, meu amor, [...]

UM BEIJO QUE TEM?...

27-07-2007 » Eu sofro, sim, sofro imenso, nem imaginas, Com tuas recusas que afinal são só receio: --Esse teu ar de Senhora, com ele não atinas, Que adoras os meus constantes galanteios! Vá, sê perspicaz…és como as outras meninas, Não julgo que beijar tua face, são devaneios… Um beijinho que tem? Dá-se entre pessoas finas, É um elegante gesto, [...]

DIANA E A CAÇA.

20-07-2007 » Diz a velha lenda, que Diana andava à caça, N’uma espessa floresta na Hellas antiga, Nisto à boca d’um algar, surpresa lobriga, Um deus era Cupido, lindo cheio de graça! Tentou aproximar-se d’ele, com voz amiga D’aljava puxou d’uma seta, mera ameaça, As setas perdiam-se no ar, nenhuma passa Faziam mágico retorno, e Diana castiga! Porque Cupido é, [...]

UM VELHO EPIGRAMA

18-07-2007 » Do actual cosmorama!... O meu amigo gama Com muita fama, De dinheirama Vive um drama Com certa dama Que diz que ama Com muita chama Mas a tal madama Sabem nunca a chama Pra sua fofa cama!... Vejam o melodrama, Ele todo s’escama Porque ela aclama Qu’ele não tem brama Pró quente programa, Que sempre o trama, Ele aflito exclama Já não paga a derrama, Da [...]

CAMILO E SEU SONETO

10-07-2007 » (Cento e dez marotos) Camilo contou no seu soneto, cento e dez Marotos, que pela vida fora eram fieis, Porque no tempo ele tinha uns contos de reis, Eram festas e festas no solar todas as marés!... Sentia-se feliz, as consequências eram cruéis, Só pelos banquetes ali estava e, com falsos tagatés, Porque se pudesse corria com [...]

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