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07-08-2008 » LIVRO FAMOSO (Horizontes de Poesia de EUCLIDES CAVACO Meu preito do fundo do peito) Soneto acróstico Eu li com prazer Horizontes de Poesia, Um livro que me agradou até ao fim, Completo de ternura, de sabedoria, Lírico, como nunca li outro assim!... Ilustre vate, emocionado, qu’ria Dedicar-te este soneto que é, sim Especial admiração até com maestria, Sublime qu’este livro causou em [...]
26-07-2008 » (O amor, que é bem pouca coisa, é a mais séria de todas coisas da vida! Cantei o amor, o sol que acalentou As ilusões da minha mocidade. E não tive ambições nem a vaidade De me julgar aquilo que não sou. Cantar foi um prazer, uma ansiedade De enaltecer o amor que nos juntou, Mas veio a [...]
24-07-2008 » Graças a TI Senhor, porque me deste vida, A luz, o sol, este amor que Te dediquei, crente, Esta Paz! Fé, que mora em mim ingente, Sempre em meu pensamento bem erguida! Graças a TI Senhor! Que me guiaste firmemente, Na humildade, na compreensão certa, devida, No meu lar, nos sonhos, que tiveram saída, Sucesso que [...]
24-07-2008 » Não sofras mais. Recorda o tempo ido Quantas foram as horas d’alegria Tão poucas, vês?...E quanta de agonia Sentindo o coração palpitar…caído! Estilhaça, n’um gesto atrevido A alguma que te prende a nostalgia, Abandona a tua dor à noite fria, E ama a vida. A ventura o sol garrido! A ventura passa breve, até pouco dura E lá se [...]
05-07-2008 » À DOLORES) Meu bem, custa me ver fugir a mocidade, O sol bendito que a existência aquece, Como fantasma ligeira que se perdesse No azul sem fim que a escuridão invade Quando meço a extensão da minha idade, E sinto que em breve meus dias anoitece, Um vago apreender, que me entristece, Esvoaça entre as brumas da triste [...]
01-07-2008 » Pode estar chuva, sol este fim-de-semana, Vai ser planeado desta maneira em cheio, Vamos fazer um lanche no campo como meio De dinamizar nosso amor como toda gana!... É uma maneira, bucólica este passeio, Nosso amor precisa outra força, mais insana A natureza é colossal, tem poder, dimana Qualquer amor precisa sempre deste asseio! Dá sempre resultado, pra [...]
01-07-2008 » (Quanto mais misterioso é o amor, mais força tem; Quando mais secreto, maior é; quanto mais oculto, Mais se mostra.) (Madame de Sartory) O amor é, o elemento que nos comanda, Como a lua a noite; como o sol o dia… Ninguém lhe pode tirar sua soberania, Sem amor é vadio, não sabe onde anda! Por vezes é, [...]
24-06-2008 » Já vai rompendo a manhã!...Rócio e arrebol Anunciam, chegou o dia, nem por tal damos Pensei nos momentos que juntos nos amamos, O sentir qu’era bom passar contigo o dia ao sol! E, tu chegaste enfim; com ventura nos olhamos, Nossas almas cantaram como doce rouxinol, As poucas palavras que trocamos foram um paiol De desejos, naquele [...]
01-04-2008 » Sinto! Pressinto, está a surgir o arrebol, Ali na hera do jardim o melro canoro, Assobia estridente, anunciar o grato sol, Ou o amoroso abrigo a dizer: eu aqui moro! Já o sinto há anos. Sabe-se lá se é a prol, Pela beleza do jardim não faz aqui namoro?... Tenho sim, cuidado que a persiana não [...]
13-03-2008 » Que bom é ter crenças Sonhar que tudo é beleza; E que em toda natureza, Não há erros nem dif’renças! Que bom é ver só nobreza, Mesmo n’alma dos vilões, Ter sempre Fé nos corações Dos amigos à nossa mesa! Que bom é ser trovador, Sentir tudo cor-de-rosa Sem nuvens já no sol-pôr!... Que bom é ter alma pura A transbordar [...]
16-01-2008 » (À DOLORES) É triste ver fugir a linda mocidade, O sol querido que a existência aquece, Como visão fugaz que se perdesse, No azul sem fim que o escuro invade! Quando meço a extensão da minha idade, E sinto que em meus dias anoitece, Um vago apreender me entristece, Esvoaça entre as brumas de saudades! Mas pensando no amor [...]
13-01-2008 » Corre um dia após outro, pressinto bem Que nesta idade já não vejo primaveras, O sol jamais é fulgente, gira n’outras esferas, São Outonos e Invernos a eito n’um vai e vem! Todas ilusões já se foram, são d’outras eras, Envoltas em saudades que me fazem refém O tempo, trespassa-me sem dó, com desdém Vivo a recordar [...]
18-10-2007 » À minha querida DOLORES. Quando vibrar a ultima pancada No sino, n’esse dia em que eu morrer, Eu não te peço, meu amor, que vás ver A minha face de gelo descorada! Não te peço a tristonha toada, Do “DE PROFUNDIS” que tanto faz tremer, Nem uma linda campa mandes fazer Pra minha derradeira morada! Porém n’uma tarde [...]
16-09-2007 » (À DOLORES por tantos favores) Eu era o peregrino extenuado Procurando uma sombra no deserto, Cheio de sangue e pó, rosto sulcado Pelo pranto de dor, o olhar incerto; Tu foste meu amparo: no teu seio Pendi a fronte— prosternado, exangue, Com tuas mãos de neve, n’um anseio, Enxuguei minhas lágrimas de sangue, Eu era a flor pendida no [...]
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