24-01-2008 » De onde essa leveza flutuante
que toma conta da minha mão?
De onde essa vigília
que toma conta do meu coração?
De onde essa alma amante
que toma conta do meu ser?
De onde essa explosão
de palavras
vida
paz
capazes de gerarem amor
e ódio?
Amor,
qual os segredos dos meus dias
que torna o inferno em paraíso?
Vem...
da essência
da paz,
escondida
na luz
do teu olhar.
23-01-2008 »
Devassidão
insidiosa, tão quente, incendiária
cheia de desejos clamantes.
Nas alturas
crepúsculo lúzido
abaixo
olhos que inclinam febril
Escondidos sobre o jardim
antegozado
úmidos, rubros.
Em um céu de prazeres,
misturo paladar.
Fecho os olhos
vejo peixes na areia
queijo na feira
absorvendo o preço
engolindo adereços.
Emplumo tua reta
quase uma geometria
só que em forma molhada
esculpida, lapidada
em neves que respingam
Jorra!
Antes que chova.
21-01-2008 » Navegarei
nas asas dos ventos,
pelos acordes e lamentos
de uma melancólica canção.
Viverei
na imutável busca
de uma gota tênue
perdida pelo azul do oceano
tão insignificante, foi capaz
de ofuscar minha vida!
Ah! Que dor doída,
infinda
ecoando sobre a imensidão
ritmando solidão
dos meus pensamentos...
Voltarei
para o azul do mar,
talvez você não esteja mais lá...
Então, eternamente,
buscarei aquela música celestial
até que chegue meu [...]