29-01-2008 »
Prendi a poesia
culpada por
levar minha menta na contra-mão.
Seu feitiço transfigurou minha visão.
Entre ecos
de versos em ebulição,
roubou meu coração.
29-01-2008 »
Possuo a vida
presa á respiração.
Aspiro e expiro
versos em ebulição.
Vago pela mente,
fragmento coração:
perco fôlego nas rimas
compondo em solidão.
Em estado de euforia
vejo incógnitas verbais
e os ritmos solenizam
a dança das vogais.
A poesia,
vibrante a borbulhar,
faz meus dedos
mansamente palpitar.
21-01-2008 » Nem um tesouro
é mais imprescindível na vida
do que o dom da poesia!
Presa á esta
busco insaciavelmente seus verbos.
Só ela tem a ilusão de transceder a vida.
Dizem que é a morte
mas afirmo que não!
A poesia arrebata
candidamente
eloquentemente
ilusóriamente.
Já a morte,
é um simples escândalo da consciência,
não possui hálito
não tem voz
não chora...
Shakespeare morreu, em carne
suas palavras [...]
20-01-2008 » Ah se meu espírito
perfurasse
a essência
do texto!
Ah se descobrisse sua plenitude
bailando de letra em letra,
com a leveza de uma borboleta!
Na pulsação das palavras
exprimir minhas mágoas.
E nas ondas de cada verso
sentir minha'alma mais dispersa.
Pelas asas da poesia,
viajar em utopias, até
chegar ao zul dos montes
20-01-2008 » Embriaguei-me de utopias,
certezas e alegrias.
Lutei pelo amor
Relutei contra a dor.
E agora,
quase na minha hora,
caminho pelo vale da escuridão
com coração
insípido e rochoso.
No eco oco,
solto gritos
sagrados e malditos.
Costurando a vida,
com poesia, eu vou.
Do éden saí
e para ele
retorno...