29-01-2008 »
Possuo a vida
presa á respiração.
Aspiro e expiro
versos em ebulição.
Vago pela mente,
fragmento coração:
perco fôlego nas rimas
compondo em solidão.
Em estado de euforia
vejo incógnitas verbais
e os ritmos solenizam
a dança das vogais.
A poesia,
vibrante a borbulhar,
faz meus dedos
mansamente palpitar.
20-01-2008 » Meus dedos
repetem
movimentos semelhantes
ao da dança das flores.
Flutuam
como o balanço das ondas,
como barcos
nos confins do ventar,
fazem curvas
como nuvens na imensidão.
Possuo
o tempo entre os dedos.
São tantas emoções
que não me cabem na mão.
Dedos que moldaram,
a beleza da minha vida,
que extraíram ritmos
pintando
estrelas
na ponta
de cada dedo.