29-01-2008 »
Sou alma de poeta,
alma que não enferruja.
Abro aspas ao vento
uma vírgula no infinito.
Embargo-me,
em mais uma estrada
de vastos vocábulos,
danço nas palavras
ao ritmo das asas.
Sou poeta prosador,
um fingidor?
Não,
apenas quem interpela sobre a dor...
sabendo-se fingidor,
finge tão completamente
(mas não plenamente)
ou sofre em segredo sua dor?
Prefiro falar de amor,
mas todos falam de amor,
então finjo a [...]
28-01-2008 »
Na imensidão do meu pensar
á deriva do mar,
acaricia-me o coração.
Mexe e remexe
com minha emoção!
Afaga-me a memória
afoga-me em alegrias ilusórias.
No vai e vem das águas
lava minhas mágoas.
Balança-me a vida,
entrego-me á maresia.
Ao vento abandono
sentimentos que abono.
Rugindo sobre a volúpia do mar
amores que não quis amar,
perpetuam minha dor
em gotículas... chuva de amor
que em [...]
20-01-2008 » Fiz a minha escrita
Libertando minh'alma aflita.
Escreví coisas banais,
Tristes e sentimentais.
No pomea fiz um juramento;
Jogaria meus sonhos ao vento.
Sei que na minha escrita noturna
Eu escrevia minha tortura.
Palavras gotejavam em meus olhos,
Queimavam minha mão feito fogo,
Escreviam meus pecados e triunfos
Passatempo no gerúndio.
Entre a escrita e meu choro
Escrevendo também sofro
Pois essas letras meio [...]
20-01-2008 » Nas asas do vento
Nas lágrimas da cguva
Me acenas de dentro
Dos olhos da lua.
No espelho do lago
Nas árvores do campo
Me olhas com afago
Olhares tão santo.
No perfume das flores
No céu estrelado
No arco-íris e suas cores
Me vejo ao seu lado.
Nos pássaros que voam
Na beleza da natureza
As vozes que soam
Nosso amor e sua pureza.