29-01-2008 »
Verga-se minh'alma
pelas veias a correr.
Extraia destas entranhas
paixões corriqueiras,
delírios certeiros,
transitórios!
Com o frescor da garganta,
minha boca te chama.
Pois eu sou tua esperança
Por que choras dentro de mim?
Ódio e amor contidos
estão acabando comigo.
Oh... alma poética!
Perco-me em teu universo,
entrego-me aos teus versos.
Entorpeço-me com teu perfume
sigo teus passos.
Á sombra esvaecida,
encontro minh'alma gêmea,
meu outro lado.
Alma de [...]
24-01-2008 » Viajo estática
sem máculas.
No tempo,
intermediando
deuses e homens,
reflito,
costuro a vida,
ligando
seres etéreos
ao espaço poético.
Além da esfera
do coração,
cometas
de incalculáveis brilhos
se engrenem
ao cheiro
dos versos meus...
24-01-2008 »
Chocolate,
traz no sabor
a docura de um poema.
Com a cor da Nigéria
osabgue africano:
doce negro, amargo!
Poesia,
traz uma dor
Que derrete aos poucos
no céu da boca.
[...]
20-01-2008 » Irei tomar as asas da alva e
passar pelas extremidades da Terra.
Soltar um grito estridente,
viajar rumo á encantação.
Irei procurar minha calma
na sina dos versos.
Inspiração existente
nas ambíguas palavras em vão.
Irei desvendar o enigma,
e corromper o dom da beleza.
20-01-2008 » No manuscrito
sânscrito,
balbuciam palavras
de Shakespeare
a Homero.
Pela galáxia dos versos
Chego ás quimeras de Orfeu.
Misturo
o punhal de Hamlet
á espada de Davi.
Talvez Quixote
caiba no poema
difamando Helena,
santificando Capitu.
Mas não há vaga
para o cavalo de Tróia,
nem para o inferno de Dante,
só cabem Thor
e a doce Vênus
trazendo-me levezas
de volta ao paraíso.