21-09-2007 » NA DESPEDIDA
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Há sonhos plantados
no acordar das manhãs
prenúncio de noites largas renovadas
como serras cortando grades
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há sabermos de nós a esperança antiga
de quem diz gente
- e o sangue corre pachorrento
nas veias da palavra
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há o gesto largo como tela pintada
de olhos e pele tornado mundo
sonhado com sonho
de quem tem medo e existe
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há dos [...]
03-09-2007 »
AMOR OCULTO AMOR
Abriste-me a janela do teu sorriso
e revejo todo o silêncio do mundo,
dissimulando as palavras
e os espaços convocados
porque te sei raízes de fogo e d'água.
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Dor íntima, extrema, a cortar,
numa quase primavera,
muro de heras, campo trazido, articulado,
caderno onde as escritas ainda frescas
pintam azulejos, memórias.
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Se ouvissem a beleza patética da noite,
saberiam [...]