29-03-2008 »
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algo novo voa rasteja sem resposta
viola o medo no meio da estrada viseja
na hora escura da vida varanda entre mundos
e um verso em branco que me escapa afugenta
o vento norte forte de cinzento acasalado
por entre vozes de crianças esfomeadas
feridas de soldados fugidos das guerras pintados
em longos beijos sem final [...]
15-03-2008 »
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espíritos sem descanso metralham florestas traídas
duas palavras sobre a guerrilha precavida previsível
escalada verbal tom de farsa imagens marcantes discursos
um habitante da aldeia na primeira fila das cadeiras
ao serviço dos mortos recupera pavimentos angústias
sem crematório o medo no parapeito feito para agradar
das janelas visíveis buracos no chão escondidos
uma carroça parada morada [...]