09-04-2008 »
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na tua vista a minha espelhada
horizonte sem brisas flor de dia
surgido da noite como rio silencioso
por entre nuvens negadas à melodia
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no tombadilho ressoam turbilhões
contam-se contos escondem-se fadas
lendas antigas à flor-da-pele
órbitas de metáforas desalinhadas
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na tua vista a minha vista espelhada
pousa esta paixão sem altares ou portos
na pele do [...]
15-03-2008 »
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espíritos sem descanso metralham florestas traídas
duas palavras sobre a guerrilha precavida previsível
escalada verbal tom de farsa imagens marcantes discursos
um habitante da aldeia na primeira fila das cadeiras
ao serviço dos mortos recupera pavimentos angústias
sem crematório o medo no parapeito feito para agradar
das janelas visíveis buracos no chão escondidos
uma carroça parada morada [...]
25-07-2007 »
CIDADE INQUEBRÁVEL, VIVIDA
cidade antiga de céu afagando a serra
íntimo horizonte amplo de ilusões tradições
gaivotas planando amando acima do rio
cântigo de voos sussurados nas ondas
em segredo de vida melodia
como sombra errante eclodindo da noite
ventos espuma de ondas desnudas recordações
união entre o homem e a terra concebida
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poço do passado a cair no [...]