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28-05-2008 » Arranquei essa raíz que me prendia À terra vermelha, que cantei ainda em flor Onde a luz da aurora despertava o meu amor Que nos braços indolentes do rio adormecia. Arranquei essa raíz que me prendia À franja verde da encosta, onde o meu olhar subia Ao encontro do infinito azul celeste, Que por entre o arvoredo [...]
16-05-2008 » Dentro de mim, coabitam em dualidade O Silêncio explodindo no trovão, Que catapultam a voz da minha razão Aos vastos campos da irracionalidade. Que caminhos percorre a humanidade?... Por este planeta feroz, mas ainda rotundo Porque não se chega à consensualidade Que ninguém é o verdadeiro dono do mundo.
23-03-2008 » Poesia…asa onde voam os nossos sonhos …manjar que alimenta a nossa alma …chama ardente que aquece o nosso coração …és a voz trovejante da razão …asa branca da fraternidade …abraçando a humanidade …entre os povos, elo forte de ligação …dás sentido ao nosso Fado …raio de luz na escuridão …guia no caminho das Estrelas …alazão cavalgando com o vento …luz do [...]
12-03-2008 » Por onde andará O Grande Espírito da Poesia Com o seu sentido De Paz, Amor e Harmonia… Por onde andarão as palavras Que constroem a esperança, De um mundo melhor Para toda a humanidade. Que não fiquem perdidas no Vento Nem o grito de liberdade da Gaivota Convertido em lamento. Por onde andarão os laços da fraternidade Estreitando todos os corações Que não [...]
04-03-2008 » Sementes que germinam, Abundantes, Nos vastos campos Do sonho e da fantasia, Transformam-se Em Seara de Cultura, Regadas pelas chuvas Prateadas da poesia E amadurecidas Pelo ouro brilhante do Sol, Que os Ventos da Liberdade, Vão deixando ondulantes. Assim teremos o pão, Fermentado por poéticos corações, Para alimentar a Humanidade, Enfartada de paixões, Mas tão faminta: - De Paz, Amor e Fraternidade. São Tomé
04-03-2008 » Estendi meu corpo na branca areia E deixei que a luz diáfana da manhã O desfrutasse… E um raio de Sol se transformasse No teu corpo, trazido pela maré-cheia. O sussurro do mar, como canto de sereia, Trouxe até mim a tua longínqua voz E eu, De olhos cerrados como se estivéssemos sós, Não sentia a multidão que nos [...]
03-03-2008 » Amor sem limites, carinho, ternura, Com asas protectoras em extremos desvelos… Sacrificios não medidos na grande ventura. Mãe Sonhos elevados ao cume do Olimpo Esperanças subindo os caminhos da virtude… Orgulho com emoção pranteado. [...]
26-02-2008 » Quando um Sol dourado Se levanta pela manhã E lentamente me conduz A um caminho iluminado Por um forte raio de luz, Meus passos vão confiantes Pela senda da verdade, À procura da felicidade Que de mim se perdeu antes, No fragor da tempestade. São Tomé
23-02-2008 » Como queria de novo ó Mar As tuas águas singrar, Rumo àquele porto seguro E ancorar de novo No cais “Sem medo do Futuro”, Onde a minha ancora maior Ficou presa no fundo Do teu coração… Hoje, venho só para te visitar Para quando chegares cá deste lado, Mas tu ainda estás muito recuado. A linha do horizonte, Funde-se com a penumbra Da [...]
23-02-2008 » Não me prendas Tu, em gaiolas douradas Nem pretendas Cortar as minhas frágeis asas Que só querem alcançar O mais profundo infinito E elevar os meus sonhos Até às longínquas Estrelas. Deixa eu libertar Pelo espaço...um estridente grito Deixa a minha alma se alimentar De tudo ou de nada Porque eu sou como o Vento Que não conhece morada E como as ondas do [...]
23-02-2008 » Cinzas revoltadas, ofegantes Em espiral nuvem se levantam Contra as achas incandescentes Que num crepitar resfolegante De fortes labaredas carmesim Se consomem e se lamentam Ao extinguirem dentro de mim Remotas lembranças, ainda latentes. São Tomé
08-01-2008 » Poetas, que vivem na utopia De querer mudar o Mundo. Que loucura tão sensata, Ver o Mundo em serenata… Feita de Amor e Alegria!... São Tomé
08-01-2008 » Mulher! Frágil força da natureza, Como cristal que nunca se quebra!... Mulher! Tu que tens o Mundo na mão, Não deixes que o coração Te derrube na fraqueza!... Mulher! O Mundo não existiria sem ti Que tudo crias, que tudo alimentas; Como as vidas, os sonhos, as fantasias, Tudo por ti é gerado; Até o amor mais louco e ousado Vive nos teus [...]
08-01-2008 » O gemido dolente da guitarra, Os acordes vibrantes da viola, A voz sentida do fadista E o fado se canta com garra Não nas vielas da Lisboa bairrista Mas num recanto da cidade de Amora! São Tomé
29-12-2007 » Nem todas as agruras de uma vida, Conseguem roubar a luz do seu olhar, Esse olhar que encerra o mistério do mar, Esse olhar que ilumina a noite escura, E ilumina a vida de quem o souber captar. São Tomé
29-12-2007 » Se tens uma Alma nobre e bela, Porque a castigas com tanta dor?... A dor que vem dos outros e não dela, Porque duma Alma nobre e bela, Só deve vir paz, harmonia e amor! São Tomé
27-12-2007 » Chega sempre a meio da noite Esfusiante de alegria Ao som de foguetes estrelejando E das taças de champanhe derramando, Os acordes de uma ruidosa sinfonia. Todos se abraçam e cantando, Dão as boas vindas ao Novo Ano Desejando-lhe muitas Felicidades E para todos nós depositarmos nesse As nossas renovadas esperanças Os desejos de realizarmos os sonhos Que ficarem por realizar. Mas [...]
09-12-2007 » Nasceram juntos um dia Quando a noite mal surgia, Nas Vielas da saudade… E jamais se separaram Na tristeza e na alegria Ou em vidas malfadadas Porque o Fado e a Poesia Andam sempre de mãos dadas. São Tomé
01-12-2007 » Que Obra Poética nós dois juntos, não faríamos…se ligássemos as nossas veias e deixássemos fluir o rio de lava que está retido nos nossos corações!... São Tomé
17-11-2007 » Quando um punhado de pinhões Era um presente de valor… Para jogar ao “Rapa e Tudo Pões” No aconchego da lareira, Com o alegre crepitar da fogueira, Ateando toda a paz e alegria Nos nossos pequeninos corações! Para sentir o verdadeiro espírito de Natal Bastava receber só um pouco de pinhões. São Tomé Novembro/2007
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